terça-feira, 3 de novembro de 2015

Eu;

Quero agradecer a mim, por aprender a me gostar como sou. Por constantemente aceitar meus defeitos ou qualidades, dependendo do seu ponto de vista. 
Foram 34 anos de exercícios para tamanha sabedoria.
Hoje sei elogiar minhas virtudes.
Aprendi que sempre posso recomeçar.
Me sinto alguém diferente, doença ou divindade. 
Descobri que 50% das pessoas eu posso contar como parceiras e que o restante devo ignorar.
Me encontrei ateísta, me descobri, me achei, ou sei lá, a safadeza do clero me fez assim, ao mesmo tempo admiro os Santos, dou Graças a Deus ao Sagrado.
Sou sensível, agradeço.
Gratidão, choro fácil.
Tenho amor, tenho irmão. 
Adoro mãos macias com a falta de colágeno, tenho mãe.
Entro no furacão, tenho pai.
Sou feliz, sou triste, sou humana.
Posso ir à praia, ao campo, posso nada.
Tenho um corpo lindo, um rosto lindo, uma alma linda. 
Celulites lindas , gordura localizada e uma bunda grande admirável.

EU, Vanessa Reginaldo, que até o nome é lindo e que nem a história termina em ponto final, mas que sempre aparece um ponto e vírgula. 

Eu, nós, vós;