Santo, sem carne. Mas para ser santo, foi carne. Sexta o mataram?
A carne é a dele. Então, não coma. isso liberta? Salva os maus?
Tira o choro da favela? Sessam os ataques na Síria. E como fica, o extremismo religioso?
E agora senhor, não comi sua carne, amanhã como de um animal qualquer que até chora ates do abate,
Senhor, eu não fiz cara de triste, vai ter chocolate logo mais. Custou caro, mas foi três vezes no cartão. Nem vou sentir, é meu ópio.
Depois vou me arrastar, tem que pagar.
Por que o choro nas esquinas pelo crack, e as filhas das drogas, o pobre da favela, com aquele olhar perdido ou até mais encontrado que o meu olhar pois sabem o que pátria amada os colocou ali.
Não posso comer sua carne, mas não posso deixar de tomar minhas drogas que tentam ordenar meus pensamentos.
Esse senhor, não pode ser assim.
Ele deve matar o preconceito e não exigir que não consumamos carne em uma sexta-feira
Cadê a Luz que nos torna livre. Que iguala preto com branco.
Sob a máscara do esquecimento e do equívoco, invocando como justificação a ausência de más intenções, os homens expressam sentimentos e paixões cuja realidade seria bem melhor, tanto para eles próprios como para os outros, que confessassem a partir do momento em que não estão à altura de os dominar.
Sigmund Freud, in 'As Palavras de Freud'
Sigmund Freud, in 'As Palavras de Freud'