Ao sol, mendigando vida,
implorando resposta às suas indagações.
Todas expectativas foram frustradas,
pelas próprias mãos.
Esqueceu Paris e a vocação.
Fala com Deus mas não sabe onde Ele existe,
descrente.
É um relicário cheio de passado,
coisas démodé
Aprisionou seus melhores anos,
domada pelas drogas modernas,
O sangue feito de Prozac, Rivotril e outras mais,
Nem sangra, só sangra.
Apática,
expelida da graça, desgraça.
Os pássaros cantam no quintal,
Sentiu-se viva por um momento.
Imperdoável.
Mas quero vingança
à ânsia de ser Borderline.
Fui submetida a humilhações,
ondas de frustrações.
Pessoa diabólica,
meu fel diário.
Quando descoberto,
o horror,
perversa ou inconsciente,
nunca me descubro.
Surto.
Envergonhada,
Sem vida.
Que vergonha!
Que falta de juízo!
Ao meu pensar, eram ações populares,
Uma extensão da vida,
Mas, perplexa eu choro.
Fogo me consome,
Sempre suspirar,
Sou uma farsa,
Louca.
Não vejo luz,
Não vejo sol,
Nem mesmo a lua,
É sempre noite,
Em um quarto qualquer,
Meu coração não protesta,
Sempre eu à falecer,
Sempre a esmo,
Cheia de ódio comigo mesmo.
A minha identidade é um pijama.
Mais que identidade, realidade,
Uma prisão,
Fosse eu ligeira,
Tomava partido da felicidade,
Visitaria ilhas,
Com roupas diferentes,
Amigos, eu teria,
O pijama furta de forma sorrateira,
A liberdade de olhar os lírios.
Ganhei o pijama da sociedade,
Fatigada visto e vivo,
Dentro de uma mente revolta,
Mas não ao ponto de tirar o pijama.