domingo, 14 de outubro de 2018

Ele é gato eu sou cão.

Domingo, reclama.
Segunda, reclama.
Todos os dias reclama,
Essa é a vida do reclamão.
Não são os problemas, 
É como vê o mundo.
À toa, 
Sempre trabalhador, 
Perdeu seu labor,
Pela dor,
Ansiedade, moralismo e destempero.
Tu aprendeu no Lajedo?
Isso não é coisa de nordestino, rapaz!
Para que selecionar as pessoas?
Tu não é do preconceito.
Porque grita com certos humanos,
Não é pela dor. 
Sei que dói, sei que sofre e agoniza.
Espanta a quem ama,
mas a menina rasteja e reza.
Sofre, já não fala mais direito,
Esquece onde mora,
Não sonha.
O corpo pesa 500 toneladas.
Para acordar entra em desespero, 
Hora de entrar  no mundo do preconceito.
O amor não  a escolhe, 
Nem ela se escolheria!
Família de olho atravessado,
Enjoa fica quieta,
Delira, não conta em família,
Vê rostos, cachorros, cavalos e paisagens
Finge não ser loucura,
Na verdade como diz Euclides da Cunha :
"O nordestino é, antes de tudo, um forte,
Corre Bahia nas veias dela sim senhor,
E na surdina em luto, 
Às palavras se entrega,
Com elas acerta as suas diferenças.
Sofre.
Se sente como a pior, até que a cadela Baleia, do Grande Sertão Veredas.
Êta Graciliano Ramos,




terça-feira, 2 de outubro de 2018

Flor do sertão...

Centro norte do Estado da Bahia, 
vem de lá minha grande amiga. 
Lá tem Pilar, Gameleira, Santa Rosa de Lima, 
mas sua linhagem, é de Juacema.
Em Jaguarari, a cidade que nos trouxe,
Dona Sebastiana sofreu a dor de parto,
com muito amor, mais uma guerreira
no mundo firmou.
Em cerca de 35.000 habitantes, uma migrou
para o ABC paulista, lugar cinza e sem calor.
Ô como faz falta abraço de mãe!
Ô como faz falta chatice de pai!
Ô como faz falta o carinho de tia!
Passava por todos os povoados, 
há todos mandam recado.
Sempre bem recebida.
Educada essa menina.
Calma mulé,
um dia tu pega a 116 e 
chega antes das 6:00
Bonfim tu vai de manhã mais a Zélia,
a tarde chupa umbu até o caroço.
Tu tinha uma sina. 
Cuidar de uma revoltadinha, 
A menina se alegra quando tu sorri, 
quando tu fala e quando tu dá bom dia.
Acredite no amor de Deus.
Ele te deu um marido, mas
também, essa que lhe admira.
Um dia, amiga, seguimos para Itumirim.
Quem sabe eu aprendo que a rapadura 
não é mole não.
Quem sabe tu se convence que é uma Reginaldo.



Para uma flor nordestina e retirante Edna REGINALDO