Segunda, reclama.
Todos os dias reclama,
Essa é a vida do reclamão.
Não são os problemas,
É como vê o mundo.
À toa,
Sempre trabalhador,
Perdeu seu labor,
Pela dor,
Ansiedade, moralismo e destempero.
Tu aprendeu no Lajedo?
Isso não é coisa de nordestino, rapaz!
Para que selecionar as pessoas?
Tu não é do preconceito.
Porque grita com certos humanos,
Não é pela dor.
Sei que dói, sei que sofre e agoniza.
Espanta a quem ama,
mas a menina rasteja e reza.
Sofre, já não fala mais direito,
Esquece onde mora,
Não sonha.
O corpo pesa 500 toneladas.
Para acordar entra em desespero,
Hora de entrar no mundo do preconceito.
O amor não a escolhe,
Nem ela se escolheria!
Família de olho atravessado,
Enjoa fica quieta,
Delira, não conta em família,
Vê rostos, cachorros, cavalos e paisagens
Finge não ser loucura,
Na verdade como diz Euclides da Cunha :
"O nordestino é, antes de tudo, um forte,
Corre Bahia nas veias dela sim senhor,
E na surdina em luto,
Às palavras se entrega,
Com elas acerta as suas diferenças.
Sofre.
Se sente como a pior, até que a cadela Baleia, do Grande Sertão Veredas.
Êta Graciliano Ramos,

