quarta-feira, 28 de março de 2018

Logo ali


Uma sala bem pequena, com um sofá, um tapete e uma estante de livros, A parede pintada de amarelo, bem clara, recebe sempre a luz do sol e o cinza dos dias.
Os quadros pintados pelos amigos, com cores primárias, com simplicidade. Uma foto, de minha mãe, com quem falo de duas em duas horas. 
O quarto tem uma cama de solteiro, onde cochilo quase que eternamente, um simples armário com poucas roupas, desapeguei com o tempo, poucas saias, elas mostram os tornozelos, alguns lenços pra se por aos ombros, camisas de brechó, trazendo suas historias, sandálias confortáveis. 
Um espelho e um apoio, nele batom vermelho e filtro solar, 
Estou linda, formosa, estranha e diferente, madura e natural. Somente aquele batom vermelho modifica o que nasceu e passou, viveu e o filtro solar preservou o que deu, 
Aquela pequena cozinha com muitos legumes, dois pães, chás, um vinho na geladeira, uma noite dessas sei lá.
Todas as janelas com cortinas brancas livres, que vão ao meio da sala, a ventania tão bem-vinda, tão querida, correria, tempestade, Paro olho a paisagem, Gotas caem, Sonhei ver a chuva, o pôr do sol..
Hora de ligar para mamãe. Chora ela, como menina quando conto o que vejo em minha sala, como durmo em meu quarto, como me sinto quando passo meu batom e vou ao encontro da quitanda  ao buscar um brócolis, Diz ela que sabia, sua menina seria o que queria, simples e entenderia a vida.




Nenhum comentário:

Postar um comentário