sábado, 29 de setembro de 2018

Prazer, uma border.

Quero que pegue fogo em tudo.
Todo mundo morra.
Detesto todo mundo.
Não são merecedores de admiração.
Todos puxaram a personalidade do diabo.
Reitero, eu odeio todo mundo.
Enganador, traidor e promiscuo.
Fofoqueira, coiteira e cobra.
Estou longe de ser o pequeno príncipe, 
não tenho inocência, vejo a porra do chapéu.  
Sou vulcão em atividade.
Ação e reação, 
Jogou merda, já sabe.
Sou ser humano por inteiro, não,
me tiraram a dignidade.
Não existe lugar para mim.
Barbacena, taí, mas fecharam.
Eu tenho passado, 
mas os outros estão justificados, 
sempre em retidão, bondade.
Já pensei em abandonar a vida por vocês, fracassados.
Pensam eu ser inútil e desgraçada.
Queridos, eu luto 24 horas pela vida, 
não tenha dó de mim.
Eu preciso de compreensão,
Perca o tempo da dó olhando para si e vendo onde está errando.
Meu futuro não foi consumado, 
Seu futuro não está consumado
Corra pelo seu.
Escrevo pelo meu.
Tudo no mundo me sensibiliza, 
me afeta, alma e empatia,
tudo demais, sem medida.
Sou sensível, amo muito e odeio mais,
Amo mais odeio muito.
8 ou 80.
Não se preocupe meu bem,  
Se você for 8 eu tenho 80.




sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Todos os lados!

Lado direito paz.
Lado esquerdo paz.
Não ouço inimigo.
No horizonte não faz barulho.
E por quê me atrapalha?
Mora aqui?
Dentro de mim.
Virarei ao avesso, 
tirarei o da sua morada.
Do avesso não fico!
Ajudem-me, livrar-me do opressor?
Anos lutando.
Guerra travada contra o meu eu,
contra meus traumas, 
medos, 
fracassos e
alienação.
Passaram-se anos,
vontade de partir,
tornar-me estrela.
Retomo a luta.
Agora defasada, 
anos medicada.
Tropeço na rua,
esqueço o óbvio 
levanto sonhando, 
durmo andando, 
treme, treme, 
tontura de carrossel,
solidão,
dó,
aparece sorrateiro, como,preconceito.
Nada é na medida.
Choro exagerado,
obsessão,
compulsão, 
distração, 
amor. 
ódio,
tudo explosão.
Virar do avesso, me salvaria.



quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Resiliência

Se de plástico não sofrem.
Verdadeiras se adaptam as estações.
Flores, flores e mais flores,
Primavera, alegres!
Outono, sem cores.
Verão, cores desengonçadas.
Inverno, se recolhem.
Corações são assim, 
passam as estações, 
se adaptam, ou não!
Ao nascer do sol, acordar fácil para alguns,
pôr do sol dói a outros.
Triste, alguns se despedem, 
como uma pétala de flor.
Outros recomeçam, 
renascem no inverno,
E muitas não se abalam, 
O importante é que todos, 
encontrem o puro amor. 



quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Mas

Tem gente que pinta, mas tem gente que borda.
Tem gente que tem casa, mas não tem lar.
Tem gente que come, mas não se alimenta.
Tem gente que vai à escola, mas não sabe escrever.
Tem gente que abraça, mas não acolhe.
Tem gente que tem filhos, mas não é pai.
Tem gente que tem parentes, mas não tem família.
Tem gente que é normal, mas é insano.
Tem gente que deveria amar, mas não se conhece.
Tem gente que se apaixona, mas depois esquece. 
Tem gente que não se conhece, mas se ama.
Tem gente que despreza gente, só porque acha conveniente.







Obs: Essa foto é temporária, pois tem gente que teme o fascismo, eu sou desse tipo de gente.



sexta-feira, 21 de setembro de 2018

A luz da loirinha

Não usa branco, Loirinha, 
Positiva, 
Otimista, 
Competente.
Há pouco a vi, 
Linda, 
E suas luzes a seguia, 
Azul, 
Amarelo, 
Rosa.
Um cheiro de flores e frutas.
Menina,
Mulher?
Faz chiquinha no cabelo.
Responsável nas minhas quintas.
Sabe se estou triste.
Elogia quando feliz.
Nos iluminou há pouco,
Já está nos carações.
Menina, 
Mulher, 
Profissional, 
Olhar, 
Empatia.
Meu coração morria, 
Tu menina me disseste algo.
Rumei, aprumei e me achei.
Hoje, não dispensei uma boa maquiagem.




Em homenagem à enfermeira Suellen 
CAPS São Caetano do Sul
Gratidão


domingo, 9 de setembro de 2018

O tropeço

Tal zelo
Amores e amantes
Um momento, 
foi-se o zelo
Quando em casa,
em sua cama, 
angústia, vazio.
Sem ética com banhos e
cuidados.
Com amigos, produção,
segurava o choro.
Foi-se os amores,
não há romance para amantes.
Vida maldita!
Determinou:
-Fim lhe darei.
Pouco esforço,
no meio do povo, 
rumo à ponte,
sobe à ponte.
Motivo torpe?
Acabou-se?
A moça tropeçou, 
Vê o homem.
Diz que já esteve lá.
O homem:
-Por que não pulou?
Ela: 
- Senti o vento,
a brisa bateu, voltei a viver. 




sábado, 1 de setembro de 2018

A verdade

Solidão não dói,
fácil ser só,
não há problema.
Brinco, 
Pulo, 
Faço estripulias.
Solidão não dói, 
O que dói é a dó do povo.


Como é isso?

Estranha ,
Perplexa, 
Eufórica, 
Fato é, estou feliz, 
não sei lidar.
Ócio feliz, 
o que se faz?
Procurar alguém e compartilhar?
Olhei à minha volta, 
Solidão.
Voltei à apatia.
F I M