Na platéia, eu estava encantada com as criança junto ao violão maior que elas.
Aquela prodígio tocou lindamente.
Olhos e cabelos encaracolados castanhos, me vi menina, certamente não teria tão determinação.
Começou, tocar e cantar, uma música do querido Tim Maia, extremamente apropriada a sua idade. Lá vai um trecho:
"Ora bolas, não me amole
Com esse papo, de emprego
Não está vendo, não estou nessa
O que eu quero?
Sossego, eu quero sossego."
Com esse papo, de emprego
Não está vendo, não estou nessa
O que eu quero?
Sossego, eu quero sossego."
Uma criança precisa de tempo para brincar, conhecer, explorar, aprender um instrumento musical. Nada de emprego.
Não sei o porquê de escrever sobre a violeira mirim, talvez, em alguns momentos me coloquei no lugar da pequena.
Que o Universo nunca permita, nem mesmo por um segundo, que aquela bela e inocente olhe para mim, mulher, se identifique e queira estar no lugar de uma poeta.

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