Só queria hoje.
Até o pôr do sol .
Uma chance de sorrir de verdade,
Gargalhar,
Perder o fôlego,
Achar um sentido para vida, em alguns segundos.
Quando eu me cala-se saberia que teria caminhado em um lugar justo.
Pois pude sorrir.
Não posso.
Sorrio dissimuladamente,
Vivo erroneamente,
Sou sem pedigree,
Porém domesticada,
Sou um fantoche do mundo real,
"O Show meu mesmo",
Como o do Jim Carrey.
Sou uma mente brilhante,
Tenho asas,
Tenho cores,
Sinto, sentir é meu maior sentido.
Ninguém vê
Invisível.
Mistura de muita coragem e medo.
João Cabral de Melo Neto descreve, "mesmo quando a vida é assim pequena e franzina".
Essa é a pequinês da minha vida,
No nordeste há trinta anos,
Morria-se aos trinta,
de "morte matada" ou "morte morrida",
Teria eu passado a expectativa.
E "O Show meu mesmo"
Assim sem graça, sem conquistas, realizações,
Acabaria.

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