domingo, 14 de dezembro de 2014

Falta?

Ser possuída pelo belo, ser abraçada...
Ser embebida...
Ser consumida...
Sentir protegida...
Ser jogada...
Em seguida beijada...
Amada profundamente até a calmaria...
Quero pertencer a beleza do macho. Do masculino. Do corpo. 
Ao amor...
Com temperatura de incêndio 
Ao fogo
E trilha sonora Gregoriana.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Incertezas

Eu não tenho certeza se o mar é verde ou azul.
Não tem texto, porque eu ando sem certeza de nada.
Ah...tenho uma certeza, eu não sou nada.
Ah...no mar você nada.



terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Destino

Será que tenho sorte?
Canto.
Não que eu me importe.
Manto.
Feito canivete, 
Corte minha pele.
Desejo a morte.

Venha a despedida,

Seja minha amiga,
Ouça esse lamento, 
Delicado, encanto.
Dança comigo na chuva.
Ganha um alimento, uva.

Espero. Choro.

Ganho abraço.
Avalio o retrato,
vejo a linha da fadiga.
Sabe, a ajuda me espera.
Vou correr pros braços dela.

Não é sorte que me chama,

Sem manto, 
E não canta.
Senti seu cheiro, mãe.
Lamento.





segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

não, não, não

Know how
não rei
não rainha.


Insegura

Tenho medo da página em branco.
Tenho medo muito medo. 
Assim como tenho medo de quem não conheço, tenho medo de formular frases. 
Assim como tenho medo das 8 horas da manhã sem nenhum compromisso, tenho medo da pontuação.
A língua portuguesa me é muito assustadora, me causa fobia, sempre imagino o leitor rindo alto pelos meus erros de concordância. Tenho me sentido ridícula ao reler o que escrevo e imaginar que as palavras só fazem sentido para mim, e
Quero escrever muitas coisas.
Mas estou com muito medo.
O medo me congela.

domingo, 30 de novembro de 2014

Caminho

Como seguirá menino?
A estrada fechou, 
O ônibus passou, 
O amigo dormiu, 
A mãe adormeceu, 
O pai zela outro amor. 

Como seguirá menino?

Está com sono, fome e sede, 
Está ansioso,
Muito triste, 
Insiste, 
Não deixe de lutar.

Só você vai chegar, só você chegará lá.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Comemoração

Ação.
Comoção.
Dedicação.
Motivação.
Arritmia.
Taquicardia.
Visão turva.
Euforia.
Conquista.
Tranquilidade.
Medo.
Insônia.
Um Projeto.
Várias sensações e uma realização.



O inverso

Fico dentro.
Fico fora. 

Tomo lítio.
Bebo Coca. 

Acordo cedo.
Durmo a tarde.

Faço xixi.
Bebo água

Danço funk.
Choro a esmola.

Sinto diva.
Sinto morta.

Sei ler.
Não sei escrever.

Sei escrever.
Não gosto de comer.

Comer é bom. 
Mas não sei ler. 

Viver cansa. 
Quero mesmo é morrer.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Novidades

Uma notícia boa.
Informando.
Uma morte.
Um fim de amor.
O desespero.
Uma novidade.
A Saudade.

Que calamidade.


terça-feira, 25 de novembro de 2014

domingo, 23 de novembro de 2014

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

A troca

Há um tempo  invoquei que queria ir à um show de Geraldo Azevedo, assim que ele passasse pela minha região, o ABC paulista, gosto muito de uma música dele chamada "Dona da minha cabeça" .Passei a acompanhar a agenda cultural da cidade, até que para minha felicidade estava na programação Zé Geraldo sob a realização do SESC. 
Chamei uma amiga, cantei a música pra ela e sim, ela aceitou, iriamos ver e ouvir Zé Geraldo. 
Chegando ao teatro, comecei a olhar os banners, não reconhecia o cantor mas já estava ali. Fui até o final. Troquei o Geraldo. 
Quando o Zé, o Geraldo, começou o show, não tinha dúvidas estava no melhor lugar do mundo.
O "meu" primeiro Geraldo, é pernambucano canta a música nordestina, já esse um mineiro, contador de histórias, voz de mel, um poeta. 
Chorei.
Sorri.
Pensei.
Tive momentos de mulher. 
Momentos de cidadã brasileira. 
Momentos de cidadã do mundo. 
Momento de um simples, mas lindo botão de flor.
Fui levada ao sertão de Minas Gerais. Às Serras.
Ao colo do pai e aos braços do homem amado, 
Hoje desejava um ouvir Zé. Ou Geraldo Azevedo que faz uma balanço apaixonante.
Essa troca mudou muita coisa no meu gosto musical, logo veio Dylan, Renato Teixeira e muita música folk.
Deixo o vídeo da minha preferida.  
Ai minha Negaaaaaa...                   






quinta-feira, 20 de novembro de 2014

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Deixar pra lá.

Quanta gente ficou. 
Quanta coisa ficou.
Quantas sensações se perderam. 
Há coisas que nem me lembro mais. 
Pessoas talvez nem existam mais. 
O que adianta, agora, dar valor, ficou lá atrás.

Obs.: Chorei

Monalisa

A Monalisa é linda?
O sorriso dela é bonito?
Não é um sorriso? 
O que você acha da vida?
Linda?
Vejo a Monalisa fantástica, a vida vejo sem graça.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Largura

Dia de consulta, tudo anotado. 
Não esquecer de dizer da compulsão por doces, da fadiga excessiva e do sono perturbado. Adoraria entrar naquela sala e sair, no mínimo, 20% curada, a cada encontro. A verdade é que não estaria mais fazendo visitas regulares, mês a mês, uma terapia por semana. 
Muitas vezes tenho um sentimento de quem está vencendo a batalha, a guerra. 
Em outras sinto-me vítima de um sistema, ou pior, minha própria vítima. 
O caminho da loucura é largo,perigoso pois é julgado pelos outros. O que faz sentido para uma pessoa, socialmente é inaceitável, 
Eu li um trecho na bíblia que está em Mateus 7:13-14, diz assim "Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela;
E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem."
Sinceramente, esse trecho definiu bem tudo aquilo que eu passo todos os dias. Será que é assim que meu médico me entende? Solução, anotar essa constatação à próxima consulta.


X ou Y, sei lá!

Um amor que me encante, por algumas horas.
Alguém para olhar e chamar de amor.
Que não seja platônico, não seja incerto, que em horas as coisas mágicas do amor aconteçam.
As músicas bregas façam sentido como dois mais dois. 
Achar o x da equação. 
Meu resultado é bem fácil de esquecer. Pode ser até os olhos se abrirem. 


terça-feira, 11 de novembro de 2014

O que não se vê...

Acordar vaidosa...
Repensar o estilo...
Maquiar para lavar a louça...
Passar perfume para ficar de bobeira na internet...
Mas, ninguém vai ver...
Você gosta de verde com vermelho...
Você gosta de saltos e colares...
Você se marcou com tatuagens..
Ninguém quer saber se há felicidade...
Mas, ninguém vai ver...
Mas você é linda...
Desse jeito...
Mas, ninguém vai ver...
Com essas cores...
Com esses ornamentos...
Com essa sua fé aparente...
Esses seus defeitos são charmosos...
Te torna única...
E ninguém vê...
Seja os olhos e veja-se, você está linda!



sábado, 8 de novembro de 2014

Reflexo? Eu?

Sinto a frente de um espelho a necessidade de me olhar com honestidade, não há como ignorar nossos defeitos estéticos, o cabelo sem vida, as sardas aparentes, os quilogramas acima de um padrão, que na verdade, não sei onde foi estabelecido, mas estando enraizado em nossa cultura e na forma de ver o bonito, levo em consideração. O estético já importou. O sofrimento da adolescência, como é dolorido perceber que você não é a musa da sua turma ou do seu colégio, eu, particularmente causava uma estranheza por meus atributos nada atrativos, eram desproporcionais e estranhos, não era uma garota bonita, definitivamente. 
Hoje o espelho me amedronta porque somos eu e eu, num olhar sério em uma avaliação de caráter, de personalidade e de comportamento. Talvez por isso sempre me olho à primeira vista e imediatamente esboço uma careta. Estranho quando me atento ao espelho no intuito de produzir uma maquiagem não há tamanha estranheza, seria por que o objetivo é colocar uma máscara, ficamos belas e não temos compromisso com o que somos mas com o que vamos aparentar. Uma armadilha, a cara sempre é lavada, sempre voltamos ao natural. Não sei se evito espelhos, se evito maquiagem ou se de uma forma madura encaro-o sem esquecer quem sou, mesmo que eu esteja descobrindo agora, abandono as caretas e levo um papo franco comigo mesmo. 

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Mastodôntica

Naturalmente, tenho medo do desconhecido, hoje ao ouvir a palavra mastodôntica pensei jamais utiliza-la, ainda mais por pensar se tratar de um animal. Sinceramente, em minha mente atribui, em segundos, características ao "estranho mamífero". Fui esclarecida de que a palavra significa grandeza, me peguei no silêncio imaginando quantas coisas deixamos de aprender, quantas pessoas deixamos de conhecer, quantas estradas não trilhamos pelo fato de julgarmos o desconhecido, o diferente, a nomenclatura jamais ouvida.  


Dedico ao meu irmão

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Gesso da alma?

Na adolescência havia um lado bom em quebrar alguma parte do corpo e eram exatamente as assinaturas e  declarações que os amigos deixavam estampado no transitório gesso.
Hoje qual seria a situação do meu gesso.
Assinaturas?
Declarações?
A única certeza é que ele seria passageiro, E talvez retirado branco, traria uma tristeza transitória, porém no outro dia não lembraria que o que fora quase uma obra de arte há anos e que atualmente não passa de um corretor, para uma travessura de um adulto qualquer.

Folhas secas

Me deparei com as folhas secas, lançadas ao chão. Por um momento fui tocada por tamanha beleza, as cores diferenciadas mas sempre num mesmo tom, todas enfrentam a mesma realidade, em uma fase de mudança, foram desprezadas, acabará uma de seus ciclos, Me pergunto o porquê de tanto desprezo com algo tão belo. Será necessário? Sim, é.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Insônia

A falta de vontade
Sem sonhos 
Sem motivação
A forte arritmia
A visão desfocada 

Para onde sigo minha procissão? 

Construção


Por que dizer a verdade sobre quem você é? As pessoas vão formular quem somos segundo as expectativas de cada uma delas.
Se convivem com você e ouvem a opinião de um terceiro, automaticamente aquilo que ela viveu ao seu lado, passa a ser objeto de julgamento.



terça-feira, 4 de novembro de 2014

Tic tac

As minhas marcas de expressão não me entristecem mas as batidas aceleradas do meu coração como um ponteiro, que ao marcar a hora exata, despertará. E ai? Qual será meu compromisso? Só me resta a ansiedade.

Janela lateral

A vida é tão efêmera, há alguns minutos vislumbrei um belo pôr-do-sol, o céu foi tomado por várias camadas de cores, um degrade maravilhoso. Se eu estivesse em qualquer lugar que não fosse a "janela lateral", teria perdido o espetáculo.